Macau: pacientes acometidos por covid-19 correm risco de morrer por falta de profissionais qualificados

19 de junho de 2020 | _

Por mais uma vez o Hospital Antonio Ferraz fica sem médico no plantão, causando mais 1 transtorno à população macauense. A ausência foi denunciada desta vez pela própria direção do HAF, se antecipando as críticas da oposição nesta sexta (19). A direção do hospital culpa mais uma vez a empresa contratada DR. SAT SERVIÇOS MÉDICOS LTDA, responsável pela prestação de serviços de plantões a prefeitura.

O hospital não enfrenta apenas este problema de falta de plantonistas médicos ou o atraso dos mesmos, o Antonio Ferraz, sofre também por falta de profissionais qualificados.

Já houve casos de procedimentos como intubação serem interrompidos na hora do ato, sendo necessário a médica desintubar o paciente porque os profissionais da equipe de Enfermagem não sabiam que medicação dar e nem mesmo como prepará-la.

Isso nos deixa preocupados quando vemos a correria do executivo e as críticas da oposição por uma UTI para o município. UTI não é uma maca e 1 termômetro apenas. Trata-se de equipamentos específicos que requer qualificação. O governo e a oposição não podem tratar UTI como 1 trator ou fusca, dirigido pelo mesmo condutor. Estamos falando de vidas. Não adianta ter o hospital cheio de indicações políticas ocupando cargos sem nenhuma qualificação.

O cuidado ao paciente em unidade de terapia intensiva exige do profissional de enfermagem um aprofundamento teórico específico, bem como tomada de decisões adequadas, uma vez que irão interagir diretamente na sobrevida do paciente.

Vejo o esforço do prefeito Tulio Lemos em abrir o hospital de campanha, mas de nada disso vai adiantar se lá não tiver profissionais habilitados, ou ao contrário os pacientes que não morrerem por coronavírus, morrerão por negligência.