Estudos afirmam que gatos e cãs aumentam a imunidade contra Covid-19

14 de junho de 2020 | _
No Brasil ocorreu que muitos tutores de animais com medo do novo coronavírus abandonaram seus animais de estimação, porque gatos e cães possui o corona (não de humanos), mas se você também foi 1 desses insensíveis, brutos ignorantes, definitivamente você não tem amor pelos animais e por favor, não adote mais nenhum. E saiba só pra seu arrependimento, que esse gatinho ou cãozinho que você abandonou poderia salvar sua vida. Isso mesmo, estudos indicam que pessoas com animais (gatos e cães) tem mais chances de sobreviver após ser contaminado pelo coronavírus.

Confira abaixo o que diz estudos na Espanha:


O convívio com animais domésticos, em especial com gatos, pode aumentar consideravelmente a imunidade contra a Covid-19. Recentes estudos científicos se constituem em provas baseadas na chamada reação cruzada existente na natureza.

A médica e bióloga Sabina Olex Condor utilizou o processo, há poucos meses, na Espanha, bem no epicentro do novo Coronavírus. E houve prova conclusiva: “as pessoas com gatos e cães toleraram mais a ação deletéria da pandemia, adquirindo com mais facilidade anticorpos contra a doença”. O estudo, esclarece, foi feito com base em centenas de pacientes com a Covid-19.

“O contato com a saliva e pelos dos animais reforçou de forma significativa a imunidade”. Segundo a especialista, os gatos têm forma de coronavírus felino. Portanto, no âmbito da reação cruzada é possível com o contato diário próximo com gatos, desenvolver anticorpos para o vírus felino, que não nos afeta e, ao mesmo tempo, desenvolver proteção natural para destruir o Covid-19. A médica e bióloga trabalha em Madri, na Espanha e fez seus estudos no pico da curva do Covid-19 naqueles país.

Também aqui, no Brasil, há provas dos benefícios da presença de um animal de estimação em casa. Eles não se restringem às alegrias que o animal proporciona a toda família. A convivência também pode contribuir, além do bem-estar psicológico, na prevenção e no auxílio ao tratamento de várias patologias.

Levantamento de estudos nacionais e internacionais sobre o tema, encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), integrante do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), para um grupo de pesquisa do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo professor César Ades, reuniu série de estudos que confirmam esta contribuição à saúde das pessoas, proporcionada pelo convívio com os animais de estimação.

Entre as principais observações, pode-se destacar a melhora da imunidade de crianças e adultos, redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado.

Conforme o levantamento, os benefícios independem da idade.
Os pesquisadores da USP citam um trabalho que identificou vários benefícios aos bebês que convivem com cães, já que certas proteínas que desempenham um importante papel na regulação do sistema imunológico e das alergias aumentam significativamente em bebês de um ano de idade quando expostos precocemente a um cão, conferindo um importante papel destes animais na saúde humana.

A pesquisadora Carine Savalli Redígolo afirma que o trabalho mostra que o convívio possibilita aos bebês ficar menos suscetíveis às alergias e dermatites tópicas. Um gesto simples pode trazer importantes efeitos ao sistema imunológico de pessoas de qualquer idade. – Acariciar um cão pode elevar os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação viral ou bacteriana, sendo importante na prevenção de várias patologias. Este resultado se deve, possivelmente, ao relaxamento que o contato com o animal proporciona – explica Carine.

Outros estudos identificados pelos pesquisadores da USP também avaliaram as taxas de sobrevivência, no ano posterior a um infarto agudo do miocárdio, em donos de cães, gatos, outros animais de estimação e em pessoas que não possuíam bichos. Segundo os pesquisadores, depois de determinado período, verificou-se que a posse de um cão contribuiu significativamente para a sobrevivência dos pacientes, pelo menos no ano seguinte ao incidente.

Também foram apontados benefícios no controle de hipertensão arterial. Profissionais que viviam em condições de estresse, faziam controle do problema com medicação, foram divididos em dois grupos, os que possuíam um cão ou gato e os que não possuíam animais.

A pesquisadora Maria Mascarenhas Brandão afirma que, seis meses depois do início do monitoramento, um dos trabalhos constatou que as taxas de pressão diminuíram para ambos os grupos. Entretanto, nas situações geradoras de estresse a resposta foi melhor para os donos de cães.

– Além disso, este grupo aumentou significativamente suas taxas de acertos em contas matemáticas, em relação àqueles que não possuíam os animais -, acrescenta. Esta situação mostrou a diminuição dos níveis de estresse, obtidos com o contato com os animais domésticos.

Algumas outras situações também trazem efeitos muito positivos à saúde e ao convívio social: a duração das caminhadas é maior para aquelas pessoas que estão acompanhadas por um cão.

“Além disso, nestes passeios, os animais ajudam na integração social, contribuindo para o início de uma conversa com outras pessoas, por exemplo”, confirma Maria.

Ainda segundo uma destas pesquisas, pessoas com problemas simples de saúde, como dores de cabeça, problemas estomacais, gripes, dentre outros, que adotaram pela primeira vez um animal doméstico, apresentaram redução significativa desses problemas menores de saúde, em relação a pessoas sem animais.

de ANDA