Senador destinou R$ 500 mil a advogado investigado no caso Queiroz

20 de maio de 2020 | _
Então parlamentar do PSL, o senador Flávio Bolsonaro (atualmente no Republicanos-RJ) pediu ao antigo partido em fevereiro de 2019 para contratar o escritório de advocacia de um ex-assessor. O problema é que o nome do advogado está envolvido em um possível vazamento de informações da Polícia Federal em prol da família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), conforme apuração da Folha de S. Paulo.

O custo total do contrato, que durou 13 meses e meio, foi cerca de R$ 500 mil.

O relatório fiscal do PSL de 2019 mostrou que o advogado Victor Granada Alves (Granado Advogados Associados, do qual Victor é sócio) foi contratado com verba do fundo partidário. A função de Victor era fornecer atendimento jurídico ao diretório da legenda no Rio de Janeiro, sob o comando de Flávio, a começar de fevereiro do último ano.

O advogado recebia mensalmente R$ 40 mil. Além disso, Mariana Teixeira Frassetto Granado, uma das sócias do escritório, atua como assessora do gabinete de Flávio no Senado, com vencimentos de R$ 22.943,73.

O nome de Victor foi citado pelo empresário Paulo Marinho em entrevista à Folha de S. Paulo. O assessor de Flávio teria recebido informação de um delegado da Polícia Federal sobre uma operação envolvendo integrantes do gabinete do senador.

Segundo o empresário, além de Victor, também participaram do vazamentocoronel Miguel Bragao , chefe de gabinete do senador e Valdenice de Oliveira Meliga, a Val, ex-tesoureira do PSL do Rio.

A ex-tesoureira é irmã dos gêmeos Alan e Alex Rodrigues de Oliveira, policiais detidos em uma investigação que analisa quadrilha de PMs especializada em extorsões, na Zona Oeste da capital fluminense.

Val é irmã dos gêmeos Alan e Alex Rodrigues de Oliveira, policiais presos em uma investigação que apura uma quadrilha de PMs especializada em extorsões, suspeitos de atuarem numa milícia da zona oeste do Rio.

A Folha analisou 30 processos envolvendo o senador desde 2007 e encontrou dois casos defendidos por Victor Granado Alves.

Procurada pelo jornal, a assessoria do senador não se manifestou em relação ao caso até o momento.