Governo: muita falácia pouca ações em meio a pandemia

20 de maio de 2020 | _
Em meio à pandemia do novo coronavírus, o governo federal ostenta um discurso de defesa da economia. Na prática, no entanto, tem deixado o pequeno empresário – que é quem mais gera empregos – à míngua. O crédito para micro, pequenas e médias empresas não tem chegado a quem precisa. Os empresários relatam que as exigências para os empréstimos são muitas e não há a celeridade que seria de se esperar em uma situação de calamidade como é a da Covid-19.

“O que eu sinto? Da intenção para a ação tem um gap enorme. A notícia sai, eles divulgam, fazem um lançamento, só que, efetivamente, isso não chega na ponta”, comenta Renata Ziller, uma das sócias de um salão de beleza em Brasília. Para a empresária, as pequenas empresas estão sendo negligenciadas.

Uma das principais linhas de crédito anunciadas pelo governo, disponível desde 3 de abril, liberou R$ 40 bilhões para financiar salários de pequenas e médias empresas com recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Desse montante, somente R$ 1,44 bilhão foi emprestado – ou seja, 3,6% do total. Há, ainda, previsão de R$ 5 bilhões em crédito para micro e pequenos empresários, a ser disponibilizado por operadoras de cartão e fintechs. No entanto, o governo ainda está na fase de receber propostas de empresas interessadas em participar.

O governo deveria transferir os profissionais que enviam divisas para (socorrer) bancos pra eles cuidarem das transferências do auxilio emergencial e para as micros empresas. Aí tudo tava caminhando redondinho.