Coronavírus: Depois de anos Brasil investe em leitos; mais número ainda fica abaixo de 2014

13 de abril de 2020 | _
Foi preciso uma pandemia para que governos (federal e estaduais) investissem na criação de leitos e na aquisição de equipamentos para a saúde. Rapidamente aconteceu o remanejamento de verbas, antes direcionadas a outros fins, não voltados à população. Até o momento os políticos só não tiveram a iniciativa e a coragem de transferir para saúde os bilhões do fundo partidário.

O Brasil perdeu 23.400 leitos de 2010 a 2019, considerando as unidades de internação e de tratamento intensivo. Em 2020, a estimativa é que haja 1 acréscimo de 15.500 em relação ao ano anterior.

Será a 1ª expansão desde 2014 –o que só será possível devido aos 19.900 leitos que devem ser criados para pacientes com covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A estimativa é do jornal O Globo.

Mesmo com a expansão, o Brasil de hoje ainda fica abaixo do número de leitos registrado em 2014. À época, eram 479 mil. O país deve ter 477,1 mil camas hospitalares até o fim deste ano, considerando os leitos criados para pacientes com covid-19. Em 2010, eram 485 mil.

As perdas no período se deram no âmbito privado. De 2010 a 2019, hospitais particulares reduziram em 25.600 o número de leitos, enquanto a rede pública de saúde acrescentou 2.20 à sua oferta.