Coronavírus: o que fazer em caso de sintomas e quando procurar um médico?

24 de março de 2020 | _
Diante da pandemia de coronavírus, o que não faltam são dúvidas. A orientação dos órgãos e profissionais de saúde é de que, em caso de sintomas gripais leves, as pessoas não procurem as unidades de saúde.

Isso porque, se for coronavírus, o tratamento será feito em casa e, muito provavelmente, não será feito o teste para comprovar a doença – que está sendo realizado apenas em pacientes graves. E, se não for coronavírus, a pessoa acaba exposta já que os hospitais são os locais de maior risco de transmissão e contaminação.

Então, o que fazer se apresentar tosse, dor de garganta ou febre? Nesses casos, a orientação da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte é de que as pessoas acompanhem a evolução e procedam conforme algumas definições:

– Coriza + dor de garganta – permanecer em casa
– Coriza + dor de garganta + febre – ficar alerta em casa
– Coriza + dor de garganta + febre + tosse – procurar um Centro de Saúde, utilizando máscaras ou outra forma de proteção no rosto como por exemplo, um lenço;
– Coriza + dor de garganta + febre + tosse + falta de ar – procurar um serviço de urgência, utilizando máscaras ou outra forma de proteção no rosto,  como por exemplo,  um lenço;

Segundo o médico infectologista Carlos Starling, que integra o Comitê de Enfrentamento à Epidemia do Covid-19 em Belo Horizonte, nos casos em que a orientação é ficar em casa, o paciente deve tomar os mesmos cuidados que tomaria em uma gripe normal.

“A recomendação é tomar bastante líquido, fazer repouso e pode tomar algum anti térmico à base de dipirona ou paracetamol, pode fazer gargarejo com água morna, sal e limão ou usar pastilhas para eventual desconforto na garganta. Mas, o mais importante é ficar atento à dificuldade de respirar e também à febre alta e que não passa porque, nesses casos, é preciso procurar atendimento médico”, alertou.

Outro cuidado reforçado pelo infectologista é a realização do auto isolamento dentro de casa, para evitar de transmitir a doença, seja ela uma gripe ou o coronavírus aos demais moradores. “Especialmente, se o paciente mora ou convive com idosos ou pessoas diabéticas ou hipertensas, que formam o grupo de risco da Covid-19”.

Starling orientou ainda que, caso haja necessidade de auxílio médico, a população deve ir à  Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência, ou, se o caso for mais grave, o paciente pode procurar uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). Caso haja necessidade, os próprios profissionais de saúde farão o encaminhamento até um hospital.