Brasil não terá voto impresso e no futuro votará no celular, diz Barroso

16 de março de 2020 | _
Futuro presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, 62 anos, diz que não existem condições para o retorno do voto impresso no Brasil. Defende a modernização do processo eleitoral no país, hoje realizado por meio das urnas eletrônicas.

Para Barroso, a oferecer o voto impresso conjuntamente com o voto eletrônico, além de ser uma medida considerada inconstitucional pelo Supremo desde 2018, teria 1 “custo estratosférico”, podendo resultar em “inconsistências” eleitorais, e, consequentemente, no processo de judicialização das eleições.

Barroso afirma que o Brasil tem hoje “o melhor sistema de apuração eleitoral do mundo” e a urna eletrônica tem se revelado segura e “imune a fraudes”. Segundo ele, a coerência entre o que mostram as pesquisas de opinião realizadas durante o ano eleitoral e resultados das urnas ao fim do pleito também demonstram isso.

Para o ministro Barroso, é muito difícil ocorrer fraudes no sistema de voto digital brasileiro.

Luís Roberto Barroso deve assumir a presidência do TSE em 25 de maio de 2020, quando a ministra Rosa Weber deixará o cargo. Segundo ele, seu mandato será voltado a ações de modernização do processo eleitoral brasileiro e medidas de redução de gastos públicos.

Para Barroso, “é possível que daqui a pouco” o voto no país seja realizado, inclusive, pelo celular. No entanto, estudos devem ser desenvolvidos para tratar principalmente sobre a questão do voto secreto.