Macau: projeto de cultivo de algas será implantado com parcerias da iniciativa privada e instituições pública

3 de janeiro de 2020 | _
Constituído por pessoas envolvidas com o cultivo e processamento de macroalgas, o projeto Pro-Alga chega a Macau com metas de incentivo à criação de algas marinhas em escala industrial, para geração de emprego e renda.

Em visita a Macau, o professor da UFRJ Maulori Cabral, coordenador do projeto, o professor Cortez, Secretário Municipal de Agricultura e Pesca, e representantes do BNB e o Ministério da Agricultura, foram recepcionados pelos Superintendentes Jorge Bagdêve (BNB) e Roberto Carlos Razera Papa (MAPA).

Durante a visita foram apresentadas propostas de Desenvolvimento em Bases Sustentáveis a partir do cultivo de Macroalgas, no caso, a espécie Algas Vermelhas. Com base no potencial do litoral macauense à prática relativas às maricultura, o Professor Maulori acredita ser real a possibilidade de, nas águas do Município de Macau serem produzidas com sucesso esse recurso algáceo, cujas inúmeras aplicações na indústria alimentar são inegáveis.

Na próxima sexta (10), em visita à Diogo Lopes, espera-se definir junto à Colônia de Pescadores Z-41 o espaço para implantação do Projeto Piloto para o Cultivo da KAPPAPHICUS ALVAREZIL, projeto este a ser executado mediante parceria com a empresa Norte Pesca e acompanhamento da UFRN, UFERSA e IF-Macau.

O Município de Macau, através do prefeito Túlio Lemos tem apoiado esta iniciativa “os estudos desenvolvidos pelo professor Mauroli nos dá a certeza que o cultivo de algas em Macau acontecerá em breve para gerar emprego e renda para os macauenses."

O professor da UFRN e Secretário Municipal de Agricultura e Pesca, Antonio-Alberto Cortez, vem representando o prefeito Túlio Lemos em todas as ocasiões em que se trata a implantação da criação de algas marinhas nas águas salgadas de Macau.

Relacionando Economia Verde com as Macroalgas, estas podem ser usadas com grande vantagem para sequestrar gás carbônico e assim neutralizar o efeito estufa no planeta. Uma vez usadas como sequestradoras de CO2, a biomassa de macroalgas produzida constitui uma fonte natural de biofertilizante que favorece a agricultura como um todo, deste o plantio para obtenção de alimentos como para biocombustíveis.

As macroalgas, como suporte de trabalho, atendem a todos os quatro princípios que regem a sustentabilidade, pois trata-se de um tipo de empreendimento ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente diverso.