Ganhadora do Nobel de Economia é uma pesquisadora brilhante

14 de outubro de 2019 | _
A francesa Esther Duflo, o indiano Abhijit Banerjee e o americano Michael Kremer são os vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2019 por seus trabalhos sobre a pobreza. O trio foi premiado "por sua abordagem experimental para aliviar a pobreza global", afirmou o júri da Academia Real de Ciências da Suécia.

A intelectual francesa é das mais brilhantes de sua geração, defende a redistribuição de renda e é otimista quanto ao futuro.

"As pesquisas pelos laureados deste ano melhoraram consideravelmente nossa capacidade a lutar contra a pobreza no mundo. Em duas décadas, a experiência dos premiados transformou a economia do desenvolvimento, que agora é uma área da pesquisa que está florescendo", escreveu o comitê do Nobel em seu comunicado. Duflo e Banerjee dão aulas no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Kremer é professor em Harvard.

Em meio século da história econômica do Nobel, Duflo, 46 anos, é apenas a segunda mulher a receber essa distinção. Ela vibrou com a conquista: "Sinto-me muito honrada. Para ser honesta, nunca pensei que fosse possível ganhar um Nobel sendo tão jovem".

Cerca de 700 milhões de pessoas ainda vivem em situação de extrema pobreza. "Apesar das melhorias recentes, um dos maiores desafios da humanidade continua sendo a redução da pobreza no mundo, em todas as suas formas", destacou a academia sueca.

Duflo emergiu nos últimos anos como uma das economistas mais brilhantes de sua geração. Antes mesmo de receber o Nobel, ela já era considerada uma das estudiosas mais célebres do mundo em sua área, sobretudo nos Estados Unidos.

Seus estudos empíricos sobre a pobreza foram agraciados com prêmios de prestígio, como a Medalha John Bates Clark, em 2010. Essa distinção, que recompensa o trabalho de economistas nos Estados Unidos com menos de 40 anos, também foi concedida a outros pesquisadores de renome consagrados posteriormente com o Nobel, como Joseph Stiglitz, Paul Samuelson, Milton Friedman, James Tobin e Paul Krugman.

O trabalho de Duflo, realizado principalmente na Índia, a levou em 2013 a ser escolhida pela Casa Branca para aconselhar o presidente Barack Obama em questões de desenvolvimento. Ela fez parte do Comitê para o Desenvolvimento Global. Celebrada pela imprensa americana, Duflo recebeu em 2010 um perfil de dez páginas na revista New Yorker, numa edição dedicada aos talentos inovadores de nossa época.

de RFI