Reprovação a Bolsonaro sobe a 38%; aprovação é de 29%, diz Datafolha

2 de setembro de 2019 | _
Bolsonaro tem a pior avaliação de 1 presidente com 8 meses de governo em 28 anos

Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda (2) mostra que a reprovação ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) cresceu de 33% para 38%, em comparação com o último levantamento, feito no início de julho. Já a aprovação do presidente caiu no limite da margem de erro –foi de 33% para 29%. A avaliação do governo como regular permaneceu estável, indo de 31% para 30%

Foram entrevistadas 2.878 pessoas a partir de 16 anos em 175 municípios do País, de 29 a 30 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Leia o gráfico:



No Datafolha de julho, o país dividia-se em 3 partes iguais: 33% avaliavam o governo como ótimo ou bom, 33% como ruim ou péssimo e 31% como regular. Os números eram similares ao levantamento de abril, que mostrava a pior avaliação de 1 presidente no início de mandato desde o governo de Fernando Collor de Mello, em 1990. Eis uma comparação das últimas pesquisas (toque nos pontos para obter os dados):

Cenário

A região com maior rejeição a Bolsonaro é a nordestina –o índice de avaliação do governo como ruim ou péssimo subiu de 41% para 52% em menos de 2 meses. Crescimento ocorreu após o presidente chamar a região de “Paraíba”, em 19 de julho.

Pesquisa também foi feita após outras declarações e atitudes polêmicas do presidente, como a fala sobre o pai do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), sugerindo que ele havia sido morto por grupo guerrilheiro na ditadura; a indicação do filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada brasileira nos Estados Unidos; e as falas em meio à crise na Amazônia, como a sugestão de ONGs estariam fazendo queimadas para agravar situação e troca de farpas com o presidente francês, Emmanuel Macron.

A alta reprovação também é registrada após a aprovação, com folga, da reforma da Previdência e do anúncio de uma série de medidas econômicas, como a liberação do saque de até R$ 500 de contas ativas e inativas do FGTS e a criação da semana do Brasil, black friday brasileira.

De acordo com o levantamento, 32% dos brasileiros dizem acreditar que Bolsonaro nunca se comporta de forma adequada para o cargo, enquanto 23% acham que ele se comporta adequadamente só na minoria das ocasiões. Outros 42% dizem acreditar que ele se comporta adequadamente sempre ou na maioria das ocasiões.