Presidente corta verba para vacina com país em plena epidemia

13 de setembro de 2019 | _
Em plena epidemia de sarampo no país, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) quer tira cerca de 1 bilhão de vacinas do Sistema Único de Saúde (SUS) no próximo ano.

A denúncia foi feita pelo ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) na tribuna da Câmara dos Deputados nesta quinta (12). Somente o estado de São Paulo já registrou quase 3 mil casos de sarampo.

A Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou ontem, quinta (12) o 4º caso de sarampo no Estado. Trata-se de uma mulher de 19 anos que teve contato com o homem que foi o primeiro caso confirmado de sarampo no RN. Ainda segundo a Sesap, outros 29 casos estão em investigação.

Até o momento, os 4 casos confirmados de sarampo foram de moradores de Natal, Macaíba, Extremoz e Tibau do Sul. Porém, 2º a Sesap, 2 destes casos são de pacientes que possivelmente contraíram a doença em São Paulo.

Casos de sarampo no Brasil chegam a 2.753 desde junho, com 4 mortes, diz Ministério da Saúde. O
Número é calculado a partir de quando começou um surto de transmissão da doença no país. A Maioria dos casos foi no estado de São Paulo.

Alexandre Padilha ainda considerou que esse movimento vai na direção do pensamento de Olavo de Carvalho, que é contrário às vacinas.

Boletim do ministério da saúde divulgado nesta sexta, aponta que casos de sarampo ultrapassam os 24 mil.

“Foi encaminhado pelo presidente Bolsonaro a proposta de orçamento do Ministério da Saúde pro ano de 2020 e o que mais me surpreendeu foi a proposta de redução dos recursos do Programa Nacional de Imunização, o programa nacional de vacinas. O Brasil está vendo a reemergência do sarampo, a falta de vacina pentavalente, a falta de vacina da polio, a destruição do PNI e Bolsonaro reduz os recursos para 2020”, declarou.

Pelo Twitter, Padilha ainda completou e comparou o corte no orçamento com o movimento anti-vacina.