Educação: ministro confirma remanejamento de verbas para emendas parlamentares

17 de agosto de 2019 | _
O ministro da Educação, Weintraub, confirmou que corte na educação de R$ 926 milhões foi para ser utilizado no pagamento das emendas parlamentares. Isso mostra mais a ligação entre a reforma da previdência e os ataques à educação básica e superior.

Esse valor equivale a 16% do total bloqueado no MEC (Ministério da Educação) neste ano, que soma cerca de R$ 6 bilhões. Como já denunciamos aqui, o MEC perdeu quase um terço dos R$ 3 bilhões que a área econômica do governo Bolsonaro quer remanejar no orçamento federal para facilitar o pagamento de emendas parlamentares, negociadas para a aprovação da reforma da Previdência.

Sendo assim, os cortes que afetam o investimentos na educação e que podem culminar na paralisação das atividades de diversas universidade, foi feito para cobrir o pagamento de emendas que foram negociadas no primeiro turno de votação da reforma da previdência. Além das universidades, outras etapas de ensino da educação básica podem ser afetadas, como a infantil. Etapa essa que ao ter seus investimentos reduzidos afeta principalmente os trabalhadores que precisam das creches para poderem trabalhar.