Governo Bolsonaro e a ameaça a liberdade de imprensa

25 de junho de 2019 | _
Bolsonaro chegou chegando como presidente de uma nação democrática. Desde os seus primeiros dias como presidente do Brasil Jair Bolsonaro vem imprimindo em sua gestão seu ritual de restringir os trabalhos dos jornalistas com tratamento desrespeitoso dispensado aos profissionais, exemplo disso foi quando em sua posse ocorrida em 1º de janeiro, em Brasília., quando exigiu que profissionais da imprensa de se apresentar para a cobertura às 7 horas, para uma solenidade marcada para o início da tarde, aguardando em corredores, sem a minima estrutura.

Passado esse momento, repórteres estão em alerta com a perspectiva de um presidente reprimir as coberturas jornalísticas negativas. Bolsonaro e seu clã não aceitam críticas. Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), indica que mais de 150 repórteres experientes que trabalham em grandes organizações já receberam retaliações. 

Informações de jornalistas ao portal Reuters, revelaram que eles estão reprimindo suas críticas ao governo temendo reações.

A onde vem crescendo e nem mesmos os de direita estão escapando das perseguições, como no caso do historiador Marco Antonio Villa, que foi afastado da rádio Jovem Pan. Ele era conhecido pelas suas posições direitistas.Mas, após as críticas a Bolsonaro foi chamado aos carretéis.

Outra que levou um puxão de orelha foi a conhecida jornalista e Âncora do Jornal do SBT, a emissora queridinha de Bolsonaro, chamou a apresentadora Raquel Scheherazade e deu o recado de um de seus anunciantes, insatisfeito com as críticas ao presidente. Luciano Hang, dono das Lojas Havan, pediu a cabeça de Scheherazade ao próprio Silvio Santos.

E, não demorou muito e a retaliação chega ao seguinte da fila, no apresentador do "Domingo Espetacular", jornalista Paulo Henrique Amorim, que foi afastado do programa da Rede Record, por criticar Bolsonaro.  Após 15 anos na função, ele estaria próximo de ser demitido por causa das constantes críticas que faz a Bolsonaro e ao ministro (Justiça) Sérgio Moro.

Mais uma prova que o governo do presidente Bolsonaro não aceita críticas e usa do poder de fogo para ataques a liberdade de expressão.