Sistema S é caro para o Brasil; dinheiro poderia ser destinado a Previdência Social

10 de março de 2019 | _
Poucos comentam sobre o que é e para que serve o Sistema S e de onde vem tanto dinheiro.

O chamado Sistema S, nada mais é do que uma organização composta de 1 aglomerado de entidades privadas que sustenta grupos de "empresários" falidos, políticos e apaniguados. O modelo teve inicio em 1942 para oferecer ensino, cultura e lazer; no governo Getúlio Vargas. As entidades são financiadas por dinheiro arrecadado pelo governo, que poderiam serem investidos nas mais variadas áreas públicas, oferecendo serviços/benefícios a população brasileira.

Atualmente, o imposto pago pelas empresas ao "Sistema S" soma nada menos que 5,80% do total dos salários pagos no país.

O volume de recursos repassados ao Sistema S foi 6,5 vezes maior que a contribuição sindical arrecadada em 2017.

Indicado pelo ministro da Economia para dirigir o BNDES, o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy (governo Dilma) tentou, reter 30% dessas verbas para aplicar nas contas do governo e assim, ajudar a fechar as contas, mas, não obteve sucesso. O lobby mais uma vez atrapalhou e o governo se atende aos empresários.

Com todo esse debate em torno da previdência - reforma da Previdência, há no senado 1 projeto do senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), que destina 30% dos recursos do Sistema S à Seguridade Social, que inclui aposentadorias públicas, saúde e assistência social. O projeto encontra-se engavetado. Para os parlamentares parece até que é mais importante tirar da previdência e manter o Sistema.

Antes mesmo de começar o governo Bolsonaro, o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, falou que é preciso "meter a faca" no Sistema S, em evento com empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. Essas organizações são sustentadas com dinheiro arrecadado pelo governo. Até aqui confesso. foi a única coisa que concordei com o Guedes.

Estamos falando de muita grana mesmo. São em média R$ 20 bilhões ano destinados ao Sistema S, recursos de contribuição dos empresários mas que parte é devolvida para os dirigentes de federações que deveriam investir em capacitação profissional. No entanto para se fazer 1 curso no SENAC, por exemplo, uma das entidades do "S“, uma pessoa interessada em fazer 1 curso de cabeleireiro, terá que desembolsar até R$ 600, isso sem contar que outras pessoas, como marceneiro, chef de cozinha, etc.

As entidades ainda usam estes recursos para bancar políticos, pagar shows de cantores famosos e palestradas de jornalistas da Rede Globo e outros, conforme denúncia comprovada.

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, diz que o novo governo está disposto a abrir a “caixa-preta” do Sistema S. “A transparência das informações das entidades é mínima”, diz.

O Sistema S é um verdadeiro sorvedouro de recursos públicos em prol dos apaniguados de políticos influentes. Qualquer reforma fiscal digna deste nome teria de incluir estudos sobre a real necessidade de manutenção desse sistema anacrônico e improdutivo.