Rogério Marinho nega deficit e diz que mudança para militares trará superavit em 10 anos

19 de março de 2019 | _
O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, ex-deputado Rogério Marinho, afirmou que todas as alternativas estudadas para reformar o sistema previdenciário dos militares e, em contrapartida, reestruturar suas carreiras resultarão em superavit para o Tesouro Nacional ao longo de 10 anos.

Com as negociações entre governo e Forças Armadas, há o risco de as mudanças causarem resultado negativo na 1ª década. O secretário falou com jornalistas depois de reunir-se com a bancada do MDB na Câmara dos Deputados na tarde desta terça (19).

Marinho negou que haverá reajuste do soldo (salário dos militares). Disse que a economia do projeto que reformará o regime de inatividade das Forças Armadas segue por volta dos R$ 92 bilhões –como divulgado pelo governo ao apresentar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que altera as regras de aposentadoria para servidores civis e trabalhadores da iniciativa privada.

Mais cedo, o vice-presidente Hamilton Mourão falou que a economia será de R$ 13 bilhões em 10 anos considerando o impacto fiscal da reestruturação da carreira. Depois, disse ter errado o valor.

“O número final quem decide é o presidente”, disse Marinho sobre o saldo dessas mudanças, sem citar qual a economia final esperada pelo governo. A proposta deverá ser levada na manhã desta 4ª (20) ao presidente Jair Bolsonaro.

O secretário declarou ainda que a equipe está pronta para cumprir o cronograma de apresentar o texto ao Congresso nesta quarta (20), mas que a decisão dependerá do presidente, que estudará as alternativas feitas pela equipe econômica junto ao Ministério da Defesa.

META DE R$ 1 TRILHÃO ‘ESTÁ ABSOLUTAMENTE MANTIDA’
O ex-deputado afirmou que o governo segue trabalhando com a meta de economizar R$ 1 trilhão ao longo de 10 anos com as reformas previdenciárias.

Marinho afirmou que os deputados emedebistas apresentaram “dúvidas normais” sobre a PEC especialmente sobre as alterações para trabalhadores rurais, professores, policiais e BPC (Benefício de Prestação Continuada), mas que “há uma vontade de colaborar” por parte dos congressistas.