Em rede social Bolsonaro afirma perseguição a educação

4 de março de 2019 | _
Depois de dias em silencio o presidente Jair Bolsonaro amanheceu a segunda (4) de carnaval espirado, enquanto o país ainda está de luto pela morte de Arthur Lula da Silva, Bolsonaro acordou enviando uma sequência de três tweets nos quais informa o pais que pretende dar início a uma feroz campanha de perseguição na Educação brasileira. Ele ameaça estudantes, professores e funcionários de escolas e Universidades com uma Lava Jato ideológica. Em suas mensagens, prevê que haverá resistência: "Sabemos que isto pode acarretar greves e movimentos coordenados". E insinua que haverá repressão. Chefe do Executivo, dá ordens ao Judiciário. Enquanto o país celebra o Carnaval da repulsa ao bolsonarismo, ele urde sua vingança.

Na sequência de tweets, Bolsonaro manipula as informações para criar a ideia de que se gasta "demais" com educação no país. Ele constata o salto dos investimentos brasileiros em educação durante os governos do PT: "Em 2003 o MEC gastava cerca de R$30bi em Educação e em 2016, gastando 4 vezes mais, chegando a cerca de R$130 bi". Para em seguida tentar transformar essa evolução aplaudida mundialmente em um fato "negativo": o Brasil "ocupa as últimas posições no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA)" -na avaliação do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês)de 2016, o país ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática.