Depois da alegoria a luta

5 de março de 2019 | _
O carnaval está acabando e a maioria dos brasileiros a partir de amanhã topam com a vida real, do juros altos, impostos e taxas, além de prestações e mensalidades de escolas e faculdades. Esta é a realidade do ano inteiro. O carnaval não passa de 1 "fogo de palha" que embriaga a carne e por instantes os fazem esquecer da vida real, da (prestação do carro e da casa) das contas de água e luz, combustível e do mercadinho do fim do mês.

A partir de amanhã o momo dará lugar a outros personagens (deputados e senadores) na saga da Reforma da Previdência, uma luta do governo para condenar o trabalhador até a morte. Se é necessário uma reforma, sim, o é! mas não como escrita pelos algozes do trabalhador no governo do bolsomita.

É sempre assim. FHC se aposentou aos 37 anos, Lula aos 42, Temer aos 54 e porque eu e você temos que trabalhar até os 70 como quer o Bolsonaro, Guedes, Rogério Marinho e Rodrigo Maia?

O rombo das contas públicas não está nem nunca esteve na previdência. Esse rombo das contas públicas está no sistema da dívida pública. O principal problema da economia brasileira está em mecanismos criados pelo sistema financeiro que aumenta lucros e tira benefícios da dívida pública, este é o problema.

A verdade é que a reforma é só uma distração para deputados e senadores encherem os bolsos de dinheiro. O brasileiro pode aposentar com tantos anos quiser, jamais será de fato um aposentado. Enquanto prevalecerem os juros altos, a carga tributária exorbitante e as mordomias parlamentares, será impossível viver decentemente neste país.

O assalto aos cofres públicos está apenas começando. Veja o que ocorre nos bastidores do Congresso.

Serão oferecidos R$ 10 milhões por deputado.

Eles terão à sua disposição para despejar em obras e repasses federais de seus interesses; a revelação é do colunista Bernardo Mello Franco em seu blog; mas o preço será ainda maior para o governo tentar aprovar sua reforma: haverá distribuição de cargos de segundo e terceiro escalão; a porteira está aberta.

Sabe quem vai pagar essa conta? O povo.

Tanto a esquerda como a direita amam a Reforma da Previdência. Sem essa pauta o povo ficaria à vontade para refletir sobre os juros de 500% do cartão de crédito e a taxa real em 56%. Sem falar na pesadíssima carga tributária que destrói o poder de compra da classe média.