Bolsonaro sofre derrota acachapante na votação da PEC do Orçamento

27 de março de 2019 | _
Poucas vezes um governo sofreu derrotas tão expressivas num mesmo dia. Brasília não perdoa. Gritos e ameaças em redes sociais são respondidos com sorrisos e "facadas" nas costas quando os profissionais resolvem entrar em campo.

Com o voto contrário da líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), e os deputados Bia Kicis (PSL-DF) e Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-RJ), a Câmara dos Deputados aprovou por ampla maioria (448 votos a 3) na terça (26), em dois turnos de votação, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 2/15, que determina a execução obrigatória de emendas parlamentares ao Orçamento da União. A matéria segue para votação no Senado.

As emendas são impositivas e estão na Lei de Diretrizes Orçamentárias, mas todos os anos entram na programação do contingenciamento. Com a PEC, elas passam a constar na Constituição para seguir regras próprias que proíbem, inclusive a contingenciamento.

Na prática, a execução obrigatória também acaba com a chamada política do “toma lá da cá” pela qual o governo usa as emendas para barganhar com os parlamentares.

O governo ainda tentou retirar a matéria da pauta, mas as principais lideranças da Casa encaminharam contra.

Até o PSL votou contra e governo Bolsonaro mostra a fragilidade e amadorismo político.