Caso Flávio Bolsonaro só com o Chapolin Colorado

23 de fevereiro de 2019 | _
A IstoÉ que chega às bancas neste sábado (23), traz o que faltava para sedimentar as relações entre Flávio Bolsonaro e os milicianos. As ligações entre ambos vão além das homenagens feitas por ele na Assembleia Legislativa.

Valdenice de Oliveira Meliga, irmã dos gêmeos Alan e Alex Rodrigues Oliveira, ambos presos, era lotada no gabinete do então deputado estadual e hoje senador Flávio Bolsonaro é tão próxima a Flávio que ela assinava cheques de despesas de sua campanha ao Senado.

Segundo a matéria de IstoÉ, assinada pelo repórter Wilson Lima, que Val “pode se tornar “nitroglicerina pura” para Flávio Bolsonaro. Ela é uma das pontas de um intrincado novelo que une as duas maiores fragilidades que hoje fustigam o lho do presidente da República e seu partido, o PSL: além do envolvimento com as milícias do Rio de Janeiro, o uso de supostos laranjas e expedientes na campanha para fazer retornar ao partido dinheiro do fundo partidário”.

Afinal, os cheques da campanha de Flávio assinados por Valdelice eram destinados a outra das responsáveis pelas contas da campanha, também servidora do gabinete na Alerj, Alessandra  Ferreira de Oliveira, que também recebia dele e de mais 35 candidatos do PSL fluminense por “serviços de contabilidade”.

Em depoimento ao Ministério Público, o ex-funcionário Agostinho Moraes da Silva do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, admitiu depósitos mensais para Queiroz, em valores equivalentes a 66%  do seu salário.

Agostinho disse ao MP que era “amigo” de Queiroz  No depoimento Agostinho chamava Queiroz de Chefe de Gabinete, sendo que ele era motorista do deputado.

Segundo depoimento obtido pelo portal G1, Agostinho Moraes da Silva disse ao Ministério Público que era “amigo” de Queiroz e repassava o valor a ele porque o ex-motorista era “habilidoso” na venda de carros.