Preso político, Lula diz que a maldade não o deixou se despedir do irmão Vavá

30 de janeiro de 2019 | _

Em mensagem divulgada pelo Instituto Lula, o ex-presidente lamenta que por pura maldade tenham impedido ele de exercer o direito ao último adeus a seu irmão mais próximo. Acostumado a enfrentar as mais variadas adversidades, ex-presidente desta vez sentiu-se impotente diante da impiedosa proibição de participar do enterro do irmão.

O novo ataque do Judiciário contra Lula, ao proibi-lo de se despedir do irmão Vavá durante velório realizado nesta quarta (30), escancarou a faceta mais cruel da perseguição política sofrida pelo ex-presidente. Desta vez, as negativas da Polícia Federal do Paraná, da juíza Carolina Lebbos e do Tribunal Regional Federal da 4ª Região diante de um direito expresso pela Lei de Execução Penal usaram como justificativa “dificuldade logística” ou “questões de segurança”. Mas Lula não se engana: “Não deixaram que eu me despedisse do Vavá por pura maldade”.

Após ter sua solicitação de comparecer ao velório do irmão negada em instâncias inferiores, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, autorizou o ex- presidente a deixar a sede da Polícia Federal em Curitiba para acompanhar o funeral do irmão. No entanto, a decisão foi tomada minutos antes da realização do sepultamento.

Além de tardia, a decisão de Toffoli impunha uma série de restrições, obrigando a família a se deslocar até alguma unidade militar da região de São Bernardo.

O deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, anunciou a decisão de Lula, que será detalhada ainda na tarde desta quarta-feira (30): "O presidente Lula não vai para São Bernardo do Campo porque ele não irá se submeter ao circo que Sérgio Moro armou. Lula não tem motivos para se encontrar às escondidas com a família como se isso fosse um favor do MPF e do Judiciário da turma da Lava Jato", disse.