Bolsonaro pode ter menor número de chefes de Estado em posse desde de FHC

1 de janeiro de 2019 | _

Hoje, dia 01 de janeiro, por volta das 15h, Jair Bolsonaro será empossado como presidente do Brasil. É o primeiro presidente militar eleito desde 1945. A cerimônia de posse ocorrerá primeiro no Congresso Nacional e depois ele irá se dirigir ao Palácio do Planalto onde irá receber a faixa presidencial e discursar ao público.

Algumas presenças são destacadas e demonstram a possibilidade de um novo realinhamento internacional do governo brasileiro, como a do primeiro-ministro de Israel, Netanyahu, que possui proximidade com Jair Bolsonaro pelas suas declarações polêmicas de que, a exemplo do Trump, irá mudar a sede da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Bolsonaro promete aprender com Israel a reprimir e ao mesmo tempo como melhor servir aos EUA.

Com exceção de 1995, a cerimônia que empossará Jair Bolsonaro (PSL) como presidente poderá ter 1 número menor de chefes de Estado e governo em relação a posses anteriores de 1º mandato.

Até esta 2ª feira (31), 11 chefes de Estado ou governo haviam informado que estariam presentes.

Se isso for confirmado, o comparecimento é inferior ao observado nas cerimônias da 1ª entrega da faixa aos presidentes anteriores.

A exceção seria 1995, quando 10 líderes compareceram à posse de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Nas outras ocasiões, o número foi maior. A cerimônia que concedeu a Presidência a Fernando Collor (PRN) reuniu 19 chefes em Brasília. Até aquele ano, a posse era realizada em 15 de março.

Os petistas Lula e Dilma Rousseff ficam no meio termo: o ex-metalúrgico com 12 e Dilma com 21.

Para a cerimônia, que ocorrerá em Brasília, a mídia burguesa noticia que são esperadas cerca de 300 mil pessoas, prometendo ser um dia histórico o que não se nota nas ruas de Brasília 2º informações colhidas entre amigos candangos, nem nas imagens da televisão.

A posse terá um esquema de segurança especial montado para o evento, com direito a ocupação da Empresa Brasileira de Comunicação – que Bolsonaro quer fechar – por tanques de guerra.