Carta do prefeito Tulio Lemos ao blog com pedido de resposta sobre declarações de vereadores

1 de dezembro de 2018 | _
Após a matéria publicada neste blog, sobre a celeuma ocorrida nesta sexta (3), na Câmara Municipal de Macau, com o título: Caso de polícia: vereadores acusam governo de tentativa de sequestro de colega parlamentar e de compra de voto na Câmara a respeito das declarações de vereadores na cessão que elegeu a vereadora Dyana, onde, principalmente o vereador Carlinhos do Valadão em discurso na tribuna da câmara, acusa o prefeito Tulio Lemos de tentativa de sequestro de colega e de oferecimento de dinheiro para mudança de voto.

Eis que hoje, recebo pedido de resposta do prefeito Tulio Lemos em carta direcionada ao blog.

E que publicamos a baixo na integra:


"CASO DE POLICIA: VEREADORES ACUSAM GOVERNO DE TENTATIVA DE SEQUESTRO DE COLEGA PARLAMENTAR E DE COMPRA DE VOTOS NA CÂMARA.

DIREITO DE RESPOSTA: 

                                        Na condição de acusado injustamente com a sua publicação em que enfoca declarações supostamente afirmadas pelo vereador Carlinhos do Valadão e nas declarações escritas pelo vereador Emanuel Clelio, vulgo Kekel, solicito o mesmo espaço ocupado em seu blog para refutar as informações publicadas e oferecer a versão verdadeira.

                                         Cordialmente, 

                                         Tulio Bezerra Lemos – Prefeito de Macau

                                        Em primeiro lugar, devo informar que não tem o mínimo fundamento as afirmações supostamente creditadas ao vereador Carlinhos do Valadão,  (negadas pelo mesmo) versando sobre possibilidade de sequestro de vereador ou de oferta financeira a qualquer componente da Câmara Municipal de Macau e para isso esclareço que desde as primeira movimentações para a escolha da Mesa Diretora da Câmara Municipal o nosso bloco político sempre esteve em desvantagem numérica (a nossa bancada é formada por 5 edis, enquanto a oposição conta com 8 membros) e por isso, mesmo nos isentando de participar diretamente do processo sucessório. Apenas orientamos que os nossos vereadores buscassem composição com os adversários, de forma que viabilizassem uma chapa composta por vereadores realmente comprometidos com os destinos de nosso município, evitando que o ódio criado por alguns dos edis de oposição pudesse dominar o Legislativo e servir aos caprichos indóceis de alguns legisladores que pessoalizam as prioridades em detrimento dos interesses da coletividade

                                         Quanto a carta do vereador Clélio, vulgo Kekel, mesmo ele sendo considerado por grande parte da população como
falastrão e irresponsável que busca espaço na mídia para se promover, podemos adiantar que as informações da compra de votos na eleição da Mesa Diretora da CMM surgiu exatamente da parte desse vereador que chegou a pedir ao Ministério Público, 15 a 20 dias antes do pleito, a quebra de sigilo telefônico de seus próprios colegas de bancada e entre os citados não havia nenhum dos vereadores que constituem a bancada que dá sustentação ao governo municipal. Portanto, quem primeiro levantou suspeita da compra de votos na eleição da Câmara foi o vereador Emanuel ao levar diretamente ao MP os vereadores que supostamente seriam comprados. 

                                          Mesmo assim, somos nós que estamos tomando as providências junto ao Ministério Público e ao Judiciário no sentido de quebrar o sigilo bancário do empresário Damião Merenze e pessoas próximas (que estamos detalhando na peça judicial), bem como filmagens das câmeras com movimentos dos bancos em Macau e em Guamaré nos últimos dez dias, como forma de apreciar se nesse período houve saques financeiros em volume que justifiquem as conversas de que mais de 100 mil reais foram utilizados para comprometer vereadores com a eleição de Dyana, pois há testemunhas e gravações de que o empresário Damião Merenze alardeava, bem antes da campanha, de que teria mais de 200 mil reais para fazer sua filha presidente do legislativo macauense. E isso, garantimos, iremos às ultimas consequências, pois desde o inicio do nosso mandato nos propomos a fazer a diferença do que vinha ocorrendo anteriormente na relação promíscua entre o Legislativo e o Executivo do nosso município.

                                             De nossa parte, podemos afirmar com convicção de que toda e qualquer negociação para a eleição da presidência da Câmara foi feita apenas de forma republicana e em torno de negociação política, o que é natural, e para isso convidamos os oposicionistas Marcos Cabral e Carlinhos do Valadão para que, um dos dois, de laços anteriormente com o governo municipal, se fazer presidente com o apoio da nossa bancada, embora que em tempo hábil os nossos vereadores tenham identificado que o Edital de Convocação da Eleição estava em choque com o Regimento Interno da CMM e também faltara a convocação da Sessão Extraordinária
para a realização da eleição da Mesa Diretora, já que o dia marcado, 30, sexta-feira, não figura como dia de Sessão Ordinária. Por isso os nossos vereadores irão à justiça defender a nulidade da eleição que ocorreu ontem, em data e de forma irregular.

                                              Na verdade, quer seja da oposição ou da situação, desejamos que a CMM eleja uma Mesa Diretora que tenha acima de tudo senso de responsabilidade e que seu desejo maior seja o de manter o equilíbrio entre o Legislativo e o Executivo sempre para defender os interesses da população macauenses, sem envolvimentos pessoais 

                                               Ficam aqui os nossos esclarecimentos e aguardamos que os mesmos sejam inseridos por completos em seu blog."