O mercado livreiro encolhe 40%, Fnac e Saraiva fecham lojas

11 de novembro de 2018 | _
A Saraiva anunciou o fechamento de 20 das suas 104 lojas físicas no País. Segundo o grupo, trata-se de uma estratégia de enxugamento e de mudança em relação às plataformas digitais de venda de livros. As vendas pela internet teriam chegado a 38,2% do seu faturamento, o que impulsionou a mudança.

Sob intervenção a rede de livrarias Cultura tinha assumido, em 2017, a operação das lojas Fnac no Brasil, mas a motivação é ainda obscura. A francesa Fnac Darty, na verdade, investiu 150 milhões de reais para que a Cultura renegociasse passivos, mas, em poucos meses, a brasileira fechou todas as 12 lojas Fnac no País.

O problema é que não há políticas públicas para o livro há um bom tempo, e as incertezas ainda continuam com o próximo governo lidar com o tema.

Pesquisa divulgada no ano passado pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) aponta preocupantes indicadores de Alfabetismo Funcional (Inaf). A pesquisa revelou que 38% dos estudantes no Ensino Superior não sabem ler e escrever plenamente, não dominam habilidades básicas de leitura e escrita.

A mesma pesquisa indicou que apenas 2 em cada 10 universitários são considerados alfabetizados proficientes. “Portanto, a solução não é apenas de ordem econômica ou pontual, mas sistêmica nas políticas públicas e de mobilização nacional, envolvendo o Estado, empresas e toda a sociedade”, argumenta Saron.