Bolsonaro: entre o filho vereador e Alexandre Garcia para o mnistério de Comunicação

22 de novembro de 2018 | _
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou nesta quarta (21) que estuda nomear seu filho Carlos Bolsonaro, vereador pelo Rio de Janeiro, ao cargo de ministro.

O presidente deu entrevista ao site O Antagonista, e disse que irá avalia devolver à Secretaria de Comunicação Social o status de ministério, que foi retirado em 2016 pelo presidente Michel Temer.

O capitão reformado disse que “é importante ter o filho ao seu lado” e que ele é “fera nas mídias sociais”. Ele ponderou, contudo, que Carlos ainda está na dúvida se deve aceitar o posto.

“O Carlos ainda está na duvida, está medindo prós e contras. Mas é importante ele estar do meu lado, ajuda bastante”, disse.

O presidente eleito afirmou que uma eventual indicação não é “prêmio de consolo”, mas reconheceu que ela pode causar desgaste pelo fato de ter nomeado um filho para um cargo ministerial.

“Tem tudo para dar certo, mas estou estudando ainda”, disse.

Já no dia (19) a imprensa noticia que o presidente eleito, com forte atuação nas redes sociais e sem uma estrutura de assessoria de imprensa, Jair Bolsonaro (PSL) agora estuda profissionalizar a comunicação de seu governo. No entanto, segundo o jornal Folha de S. Paulo, ele enfrenta resistência dos filhos que atuam na política. Parte dos aliados sugere nomes com experiência para assumir a Secretaria de Comunicação.

Um dos defensores de uma comunicação profissional é o próprio vice-presidente eleito, Hamilton Mourão. Há ainda a sugestão de nomes do mercado para assumir a comunicação, como o de Alexandre Garcia, da TV Globo. A equipe do presidente eleito nega que tenha havido convite formal ao jornalista.

Já os filhos de Bolsonaro defendem nomes com alinhamento ideológico ao pai, mas são poucos os jornalistas elogiados por eles. Entre os cotados estão Felipe Moura Brasil, do site O Antagonista, e Augusto Nunes, colunista da Revista Veja.