Para especialistas, planos de governos de Haddad e Bolsonaro deixam dúvidas

21 de outubro de 2018 | _
Economistas acreditam que os candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) precisam dar clareza às propostas econômicas de seus planos de governo antes do 2º turno das eleições, no próximo domingo (28.out.2018).

Os postulantes ao Palácio do Planalto propõem caminhos diferentes para lidar com o cenário econômico, que inclui mais de 12 milhões de desempregados, deficit primário superior a R$ 100 bilhões nas contas públicas e baixa expectativa de crescimento.

Bolsonaro (íntegra) e seu principal assessor econômico, Paulo Guedes, apresentaram uma proposta liberal, com ampla defesa de privatizações para reduzir o rombo nas contas e o endividamento público.

Haddad (íntegra), por outro lado, propõe que o Estado seja o motor de crescimento. Defende a retomada de investimentos, o fortalecimento de programas sociais e a revogação de medidas como a reforma trabalhista e o teto de gastos.

Pedro Lopes, assessor parlamentar da Fenafisco (Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital) coloca, ainda, que há pontos abertos nas propostas dos 2 candidatos para o sistema tributário.

“Bolsonaro precisa deixar claro se vai voltar a tributar lucros e dividendos. Já Haddad precisa explicar melhor qual IVA (Imposto sobre Valor Agregado) pretende adotar e, na questão do Imposto de Renda, explicar se o aumento da alíquota atingiria a classe média”, disse.