Reunião sobre união de candidatos de centro fracassa e PSDB é criticado

26 de setembro de 2018 | _
A discussão sobre o encontro acontece após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ter divulgado carta pregando a união dos candidatos do que chamou de centro democrático contra as candidaturas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), que hoje polarizam as eleições.

O candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, inicialmente negou saber do encontro. “Nunca esteve na minha agenda nenhuma reunião”, disse durante agenda em São Paulo.

Informado sobre a confirmação por parte de outros candidatos, o tucano afirmou: “Surgiram várias ideias de vários partidos tendo em vista a proximidade das eleições de buscar 1 denominador comum, mas essas coisas não são fáceis”.

A reunião foi confirmada pelo candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles. “Um assessor meu foi consultado perguntando se eu gostaria de participar dessa reunião do centro”, afirmou.

Meirelles se negou a participar. “Não precisa de reunião. A solução é muito simples, basta o candidato do PSDB e de vários partidos do Centrão, Geraldo Alckmin, que está estagnado ou caindo nas pesquisas renuncie a sua candidatura e me apoie, porque eu sou o candidato do centro democrático que está crescendo”, disse.

A assessoria de Alvaro Dias (Podemos) disse que o candidato havia confirmado e “estava disposto a ir à reunião”, assim como havia confirmado em sua agenda desta 3ª. Em declarações anteriores, Alvaro Dias disse aceitar dialogar com outras candidaturas, desde que Alckmin abrisse mão de concorrer. “É hora de oferecer espaço para outra alternativa. Se o PSDB quer unir o centro, como prega Fernando Henrique, que o partido desista da sua candidatura”, disse.

A candidata da Rede, Marina Silva, disse ter aceitado participar do encontro antes de saber que ele envolveria Alckmin e Meirelles. “A assessoria da campanha de Marina Silva foi procurada na última 5ª (20) por pessoas ligadas ao jurista Miguel Reale Júnior com vista a 1 encontro com os candidatos Álvaro Dias e João Amoêdo”, disse sua campanha em nota. “Diante do novo contexto [envolvendo Alckmin e Meirelles], ainda no domingo, a assessoria declinou do convite.”

Aumentou a irritação entre os candidatos que disputam o centro e buscam competitividade no pleito. As campanhas criticam o que chamam de insistência do PSDB em ventilar a possibilidade de uma união, desta vez puxada por Reale e FHC.