PT e Haddad deixam claro que se eleitos vão governar com "golpistas" e a direita

17 de setembro de 2018 | _
Em sabatina no UOL nessa manhã, Haddad reiterou que, se eleito, repetirá toda tragédia de conciliação com a direita que abriu caminho ao golpe institucional e ao crescimento da extrema-direita. Do MDB que já se alia em diversos estados nessas eleições, até o PSDB está disposto a se alinhar, ou mesmo o Centrão.

Haddad se apoiou na entrevista do presidente do PSDB, Tasso Jereissati, que fazia um balanço da atuação do PSDB enquanto oposição - dizendo que o PSDB não deveria ter entrado no governo Temer, nem questionado a legitimidade do governo Dilma - para justificar que "a porta de diálogo com os tucanos está aberta", ou seja, de aliança com o PSDB para a sustentação de eventual governo petista.

Passando para os acordos políticos mais gerais que estariam dispostos a realizar em eventual governo, Haddad respondeu escolhendo falar sobre suas alianças com PSB, com a “dissidência em outros partidos que querem se aproximar”, tal como tem acontecido dentro do MDB. "eu considero muito difícil o MDB manter a unidade depois do governo Temer”, disse, para justificar-se. Nessas eleições, o PT está aliado nos estados de Alagoas e Ceará, respectivamente, com o filho de Renan Calheiros e com o presidente do Senado, Eunício de Oliveira, ambos MDB.