Por que partidos de esquerda não conseguem ter exito no Estado de São Paulo

24 de setembro de 2018 | _
Partido de centro-direita vivem uma situação atípica em seu ninho histórico na disputa presidencial deste ano. Segundo o Ibope, 30% dos paulistas dizem votar em Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência. O ex-governador Geraldo Alckmin, do PSDB, está empatado com Fernando Haddad, do PT, em segundo lugar. Cada um tem 13% no estado.

No contexto nacional, São Paulo costumava alavancar as candidaturas do partido. No segundo turno das eleições de 2014, o então candidato do PSDB, Aécio Neves, venceu no estado com 64,31% dos votos válidos. Se dependesse dos paulistas, José Serra, o tucano da vez em 2010, teria vencido o segundo turno, com 54,05% dos votos. A mesma história se repete em 2006, quando Geraldo Alckmin conquistou 52,26% dentre os paulistas.

Apesar de Alckmin figurar atrás de Bolsonaro entre os eleitores paulistas, os tucanos e seus aliados de longa data seguem firmes na disputa estadual. O ex-prefeito João Doria, do PSDB, disputa o primeiro lugar nas intenções de voto ao governo de São Paulo com Paulo Skaf, do MDB.

Há décadas São Paulo é dominada por centro-direita. Desde a eleição do saudoso Mário Covas que os tucanos dominam o Estado. São 25 anos de comandando os paulistas.

Segundo o último Ibope, este ano o quadro pode ser mudado quanto ao candidato a presidência da republica, Jair Bolsonaro que figura em primeiro lugar nas intenções de voto dos paulistas, com 30%. Fernando Haddad, do PT, e Alckmin dividem a segunda posição, com 13% cada. O petista está, porém, em uma trajetória de crescimento, enquanto o tucano teve uma queda sutil, de acordo com o instituto.

Por que será que os partidos de esquerdas não conseguem exito nos pleitos com suas candidaturas?