“Haddad ao governo, Lula ao poder”?

23 de setembro de 2018 | _
A transmissão do bastão da candidatura presidencial do PT, de Lula para Haddad, foi realizada conforme rota planejada por Lula. Nesse momento específico das eleições – pode ser diferente no decorrer dela – Lula unifica o PT sob sua égide na campanha de Haddad.

Vetado autoritariamente por uma oligarquia judicial que faria até um moderado Montesquieu revirar a tumba, no interior de eleições manipuladas pelos agentes do golpe institucional, um líder popular reformista como Lula se viu diante da constatação: mesmo a contragosto, se deseja ganhar as eleições, teria de nomear seu substituto.

Lula escolheu como seu sucessor o candidato mais pró-mercado do PT. Haddad é historicamente conhecido como sendo, dentre os petistas, o nome que tem melhor trânsito tanto no antipetista PSDB (do qual já recebeu elogios pela boca de ninguém menos que Fernando Henrique Cardoso), mas também no mercado financeiro.

Segundo pesquisa DataPoder360 que saiu as ruas nos dias 19 e 20 de setembro de 2018 (últimas 4ª e 5ª feiras) indica que Jair Bolsonaro (PSL) tem 26% das intenções de voto para presidente. Fernando Haddad (PT) registra 22%.

Trata-se de situação de empate técnico no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Outro destaque desta rodada do DataPoder360 é a queda dos votos brancos, nulos e daqueles que dizem estar indecisos. Durante toda esta campanha o chamado “não voto” teve taxas altíssimas. Agora, caiu para 15%.

A pesquisa foi realizada com 4.000 entrevistas em todas as unidades da Federação. É o termômetro mais preciso e atual da corrida pelo Planalto. O registro na Justiça Eleitoral é BR-02039/2018.

A pesquisa do DataPoder360 é realizada por meio de ligações para telefones celulares e fixos .

Não é mérito dele, mas o  PTista pode comemorar, a chegada de Haddad no 2º turno. Parabéns para Lula, o líder conseguiu levar seu candidato as finais, comandando de dentro da cadeia as eleições 2018.

Isto é Brasil!