Presidente Macron que expulsa imigrantes é o mesmo que comemora seus gols

16 de julho de 2018 | _
O presidente da França Emmanuel Macron efusivo festeja o gol contra Bélgica de Samuel Umtiti, o defensor da seleção francesa de futebol nascido em Camerún em 1993.

82% dos jogadores da seleção francesa de futebol, que acaba de vencer a Croácia na final do mundial de futebol na Rússia, tem uma origem para além das fronteiras da França.

Somente quatro dos seus 23 jogadores tem pai e mãe nascidos na França continental, entre eles o seu capitão, o goleiro Hugo Lloris.

Kylian Mbappé, uma das figuras deste mundial, é filho de pai camaronense e mãe argelina. Outros doze jogadores também tem ascendência africana: Ousmane Dembélé é de pai maliano e mãe de ascendência senegalesa e mauritana; Paul Pogba é filho de guineanos, Nabil Fekir, de argelinos. N’Golo Kanté e Djibril Sidibé, de ascendência maliana. Benjamin Mendy, de senegaleses. Blaise Matuidi, de angolanos, Adil Rami, é filho de marroquinos, mas criado no Congo. O pai de Steven Nzonzi é também da República Democrática do Congo.

Historicamente, a seleção da França (que acaba de sair campeã na Rússia), nutriu suas escalações com imigrantes e filhos de imigrantes. 

O governo francês os persegue e os expulsa, mas Macron constrói um imaginário de unidade nacional em meio a alegria futebolística. Xenofobia e colonialismo a seu serviço.