Consumidor continua pagando a conta com a política de preços dos combustíveis

23 de maio de 2018 | _
A grande mídia trata a questão do aumento dos combustíveis como um problema provocado pelo poder de intervenção do governo sobre a política de preços e exploração do petróleo. Diz ainda que a solução só virá com o fim desse controle e, por consequência, a privatização da Petrobras. 

Durante os governos PTistas (Lula e Dilma), o tema era tratado pelo mesmo viés, mas atribuindo um controle excessivo do governo para controlar a inflação e manipular os índices econômicos. Agora, com Michel Temer no poder, a questão ganha destaque pelo viés dos tributos que elevam o preço dos combustíveis.

Em 2015, insuflados pela direita golpista e a mídia, os caminhoneiros também foram às ruas para pedir o impeachment da presidenta eleita. Agora, se sentindo traídos, eles voltam às ruas para pedir a redução a zero dos impostos que incidem sobre o diesel, que é responsável por cerca de 42% dos custos dos caminhoneiros.

Por meio de nota, a Fecombustíveis, que reúne os postos revendedores de todo país, também afirma que os responsáveis pelas altas nos preços são os aumentos dos impostos e a nova metodologia de reajustes de preços adotada pela Petrobras.

De acordo com a Fecombustveis, a cadeia de distribuição dos combustíveis é bastante complexa, desde a saída dos produtos das refinarias, passando pelas distribuidoras até chegar aos postos, envolvendo vários custos.

Desde que assumiu o poder, em 2016, Temer e o presidente da Petrobras, Pedro Parente, implantaram o que chamam de “nova política de preços” para a Petrobras, mas de nova só tem o nome. 

Disso tudo, o certo é que continuamos a pagar a conta.