Restrições de Trump ao aço brasileiro podem deixar 300 mil sem emprego

3 de maio de 2018 | _
A imposição de cotas pelos Estados Unidos para a importação de aço do Brasil deve reduzir em até 60% as vendas de produtos siderúrgicos para os norte-americanos, a depender da categoria. Os EUA são destino de um terço das exportações brasileiras de aço, que, em 2017, renderam US$ 2,5 bilhões de dólares.

“Quando você demite um trabalhador na indústria do aço, você tem toda uma cadeia do sistema produtivo, então isso se reflete em várias outras categorias. Existe uma estimativa, que discutimos, de que 300 mil trabalhadores poderm sofrer com o desemprego devido a essa medida”, disse Toledo, um dos coordenadores do movimento Brasil Metalúrgico, que reúne entidades sindicais.

O Instituto Aço Brasil (IABr) anunciou que, com as cotas, na comparação com 2017, haverá uma redução de 7,4% nas exportações de aço semiacabado, que representam 81% das vendas para aquele mercado. Já para os produtos acabados, a queda nas vendas deverá ser de 20% a 60%, a depender do produto.

Na última quinta (26), o governo dos Estados Unidos informou ao Brasil que as condições políticas para a manutenção das negociações em torno da taxação do aço tinham mudado e que o governo brasileiro teria que decidir se aceitaria ou não a proposta de imposição de cotas. Caso o Brasil rejeitasse o acordo, seria aplicada sobretaxa de 25% aos produtos do país.