PIB em queda no trimestre desmonta discurso de "retomada" de Temer

16 de maio de 2018 | _
De acordo com o IBC-Br, o país encerrou o primeiro trimestre com baixa de 0,13%, após registrar queda de 0,74% em março. A queda foi puxada pela baixa de 0,1% da produção industrial, alta de 0,3% do varejo e variação negativa de 0,2% dos serviços.

Em março, a produção industrial encolheu e terminou o primeiro trimestre estagnada, enquanto o setor de serviços apresentou nos três primeiros meses do ano contração de 0,9 por cento. Somente o varejo terminou o período com ganhos, de 0,7 por cento, mas ainda indicando oscilações.

A conta apresentada por Michel Temer em cerimônia no Planalto não fecha. Em seu discurso, Temer afirmou nesta manhã de quarta-feira (16) que “foram muitas realizações em pouco tempo” e creditou ao seu governo "o fim da recessão econômica", a queda na taxa de juros e da inflação.

É verdade que a inflação caiu e que também houve queda no juros, mas enquanto a inflação e os juros estão baixos, o desemprego cresce (mais de 13 milhões de desempregados), retendo o consumo e, por consequência o aquecimento da economia.

Se meu filho Isaque fosse fazer uma analise da situação financeira do país com o discurso do presidente Temer, ele diria que o presidente estava fazendo uma "trolagem".

Com os dados, a expectativa do PIB foi revisada para baixo. De acordo com analistas consultados pela agência Reuters, esses cenário aponta para "um novo possível período de fraqueza da atividade".

Até os economistas mais otimistas consultados pela Focus do BC também preveem uma redução do crescimento do PIB este ano, agora a 2,51%, sendo que no início do ano, estava em torno de 3%. O próprio Temer admitiu em seu discurso que o crescimento da economia neste ano deve ficar em 2,5%.