No governo Temer 900 mil pessoas caíram das classes A e B em 2017

11 de maio de 2018 | _
De acordo com o estudo do Bradesco, a classe A - composta por famílias com renda mensal de R$ 11.001 ou mais - perdeu 500 mil pessoas. Esta classe passou a ser formada por 10,3 milhões de indivíduos em 2017, o que representava 4,9% da população. 

Já a classe B - composta por aqueles que têm renda familiar total entre R$ 7.278 e R$11.001 - saiu de 11, 4 milhões de integrantes em 2016, para 11 milhões no ano passado.

Os dados indicam ainda que a Classe C cresceu 3,6% em 2017, quando era composta por 113,1 milhões de pessoas, um acréscimo de 3,9 milhões de brasileiros em relação ao anterior. Essa classe média - de renda familiar total entre R$1.819 e R$7.278 - representava 54% da população.

A tendência é confirmada pelos cálculos de outro levantamento. De acordo com a Consultoria LCA, 441 mil pessoas deixaram as classes A e B em 2017. Por este estudo, a classe A – limitada pela consultaria àqueles com renda familiar per capita superior a R$ 3.566 – recuou de 13,1 milhões para 12,8 milhões de pessoas, uma baixa de 2,3%. 

A classe B – que no levantamento inclui as pessoas com renda familiar per capta entre R$ 1.009 e R$ 3.566 – perdeu 100 mil integrantes, uma queda de 0,2%. Pelas contas da LCA, a Classe C - com renda família per capta de R$ 369 a R$ 1008 - aumentou1,3%, saindo de 81,7 milhões para 82,8 milhões.