João Doria afirmou que o prédio era ocupado por uma “facção criminosa”

2 de maio de 2018 | _
O edifício que desabou era do governo Federal

Tudo o que tinham foi consumido pelas chamas ou está soterrado pelas vigas de concreto dos escombros. Vinte e nove pessoas continuam desaparecidas.

O problema se torna mais grave na medida que continua a existir um jogo de empurra entre as três esferas de governo sobre as responsabilidades do caso.

O edifício era de propriedade do governo Federal, a Prefeitura havia cadastrado as famílias e os bombeiros, estaduais, já tinham condenado o prédio.

O presidente Michel Temer, que foi recebido com protesto em sua visita ao edifício, ontem, afirmou que a União não tinha como pedir a reintegração de posse do imóvel. O prefeito, Bruno Covas, afirmou que só este ano foram feitas seis reuniões com os moradores, e que a Prefeitura fará uma avaliação em 70 imóveis vizinhos.

O governador, Márcio França, afirmou que o desabamento era uma “tragédia anunciada”. O ex-prefeito da cidade, João Doria, afirmou que o prédio era ocupado por uma “facção criminosa”, e depois não explicou a inexplicável declaração fora do tom.