Renuncia de governadores para concorrer Presidência ou senado muda panorâmica de palanques

9 de abril de 2018 | _
Com a renuncia de governadores eleitos no ano de 2014 para concorrer a novos cargos no pleito de outubro mudou a configuração dos Estados.

O prazo para os políticos deixarem seus cargos tendo em vista a eleição acabou ontem, domingo (8).

Foram vários os Estados que tiveram mudanças de governadores; renunciaram para concorrer à Presidência, caso de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, ou ao Senado Federal em outras federações.

Os governadores são fortes cabos eleitorais para os candidatos à Presidência.

Nos próximos meses, trabalharão em consolidar bons palanques estaduais para terem espaço para propaganda e diálogo com os eleitores.

O mais novo filiado ao PSB, ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa aparece com larga vantagem em relação aos adversários. 

Caso decida ser candidato pelo PSB, Barbosa deve contar com o apoio de 5 governadores de seu partido: Márcio França (SP), Paulo Câmara (PE), Daniel Pereira (RO), Rodrigo Rollemberg (DF) e Ricardo Coutinho (PB). Somados, os Estados contam com 45,7 milhões de eleitores.

Ainda avaliando o impacto da prisão do ex-presidente Lula, o PT também larga com vantagem em relação ao apoio de governadores. O partido também deve contar com o apoio de 5 Estados, que representam 1 total de 37,1 milhões de eleitores. São eles: Tião Viana (AC), Rui Costa (BA), Camilo Santana (CE), Wellington Dias (PI), e o emedebista Renan Filho (AL). O filho do senador Renan Calheiros deve seguir o pai, rompido com o correligionário Michel Temer (MDB).