Reforma trabalhista contribui para a extrema pobreza que cresceu em 35% em SP

26 de abril de 2018 | _

Políticas sociais afetadas pela Emenda Constitucional 95 - que congela os gastos por 20 anos – reforma trabalhista que incentiva o trabalho informal, o não acompanhamento no valor do benefício do programa Bolsa Família e o pente-fino em programas sociais impulsionam o aumento da pobreza extrema que afeta o maior polo gerador de riqueza do país, a grande São Paulo. 

Segundo dados da LCA Consultores, a extrema pobreza cresceu 35% entre 2016 e 2017 na região metropolitana de São Paulo. Ou seja, 180 mil pessoas começaram a viver uma renda menor do que R$ 133,00 mensais em 2017. Agora, São Paulo tem 700.193 pessoas nessa situação.

O relator da Reforma Trabalhista, foi o deputado federal Rogério Marinho (PSDB), que é investigado em um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal por seu envolvimento em uma empresa terceirizada que coagia funcionários demitidos a renunciar às verbas rescisórias e a devolver a multa do FGTS. Através das fraudes, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), a companhia se apropriou ilegalmente de R$ 338 mil devidos a mais de 150 trabalhadores.

O inquérito 3386 aponta indícios de que o deputado federal mantém sociedade com Francisco das Chagas de Souza Ribeiro, responsável pela gestão da Preservice Recursos Humanos. A Preservice é uma tradicional fornecedora de mão de obra terceirizada – porteiros, faxineiros e cozinheiros – para o poder público em Natal, capital do estado do relator. A suposta atuação de Rogério Marinho para favorecer o empresário em licitações é um dos objetos da investigação, que levou a Procuradoria Geral da República (PGR) a pedir, em 2015, a quebra do sigilo bancário do deputado.