Pré-candidatura de Joaquim Barbosa desagrada políticos paulistas e nordestinos

20 de abril de 2018 | _
A filiação de Joaquim Barbosa ao PSB e sua possível candidatura à Presidência da República, turbinada pelo que considerou um resultado “muito bom” nas pesquisas de intenção de voto, trouxe complicações para dentro da cúpula do partido.

O lançamento da campanha presidencial do ex-ministro do STF está longe de ser uma opinião unânime na sigla. Governadores e políticos regionais de São Paulo e do Nordeste, principalmente, preferem trabalhar livremente nas alianças locais –o que inclui, eventualmente, apoiar outro candidato a presidente em troca de auxílio no pleito local.

A possível candidatura de Joaquim Barbosa destrói esses conchavos.

Agora, a cúpula do PSB estuda maneiras de convencer diretórios regionais a apoiar a candidatura do ex-ministro do STF.

Mas outra conversa bem recente entre o governador de São Paulo, Márcio França, e o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira foi bem menos amável. França trabalha há meses para ter os apoios de correligionários do Geraldo Alckmin (PSDB) para sua campanha pelo Palácio dos Bandeirantes –em troca, ajudaria o pré-candidato tucano no Estado. Se o PSB lançar Joaquim Barbosa, essa estratégia vai para o espaço.

O governador de São Paulo tem dito a tucanos que considera ter chance de barrar a candidatura de Joaquim Barbosa no PSB. A cúpula do PSDB considera essa hipótese muito difícil.