Fim do recesso parlamentar dá inicio a nova fase de resistência contra reformas

4 de fevereiro de 2018 | _
Amanhã, segunda (5) nas Assembleias e também no Congresso Nacional, parlamentares retornarão com o fim do recesso seus trabalhos. E tanto os agentes do mercado financeiro, como todo o movimento sindical, estão na expectativa de qual será a agenda colocada em pauta.

No final do ano passado, a crise na base aliada de Temer e as mobilizações dos trabalhadores impediram que a Reforma da Previdência fosse aprovada. O governo, naquela ocasião, jogou a toalha, mas anunciou a votação para o dia 19 de fevereiro, logo após o Carnaval. Segundo Temer e o presidente da Câmara, o adiamento seria necessário para que o governo ganhasse um pouco mais de tempo para articular os votos necessários para votar a Reforma da Previdência.

O ano novo começou com Temer indo pessoalmente em vários programas populares como Silvio Santos, Ratinho, entre outros, para tentar ganhar a opinião pública e, consequentemente, conseguir mais apoio parlamentar para aprovar a reforma.

Aqui no erreene, o governador Robinson Faria tentou de tudo para aprovar seu pacote de reformas ficais, mas, dos 20 projetos enviados pelo Executivo, apenas oito foram aprovados, o que representa menos da metade. A pressão do Governo do Estado, que condicionou a aprovação do pacote ao socorro financeiro prometido pelo governo Temer ao Rio Grande do Norte foi ignorado pelos parlamentares.

O governo que possui maioria na Casa, perdeu, ficou desmontado e o Estado se complica com a situação financeira. onde sua esperança estava na aprovação do pacotão. Robinson tardou em enviar o pacotão, deveria ter imaginado que não seria em ano de eleição que deputados ficariam a seu lado, talvez há 1 ano atrás teria sido bingo ao governo.

O número de servidores protestando contra a votação foi fundamental para pressionar os deputados e deputadas. Duas sessões foram adiadas em razão da pressão dos trabalhadores e pesaram na votação.

Além de desmoralizar o Governo, a votação do pacote de ajuste fiscal manchou a imagem da Assembleia Legislativa.

Paralelamente às movimentações do governo, o movimento sindical também nesse mês de fevereiro se articula para organizar a resistência. Embora ainda não tenham convocado uma nova greve geral no país, as centrais sindicais se reuniram e estão convocando mobilizações contra a Reforma da Previdência para as próximas semanas, com o mote “Se botar para votar, o Brasil vai parar”.

Os servidores federais também se articulam. Nesse final de semana, nos dias 3 e 4 de fevereiro, está acontecendo em Brasília a reunião ampliada do Fonasefe/Fonacate. Serão debatidos a conjuntura, os ataques ao funcionalismo e organizado um calendário de lutas.