Sem Lula, Jair Bolsonaro é favorito na disputa eleitoral

31 de janeiro de 2018 | _
Se a eleição presidencial fosse hoje, a disputa teria Jair Bolsonaro (PSC) líder da disputa pontuando de 16% a 20%, a depender da combinação de cenários. Entre os candidatos tradicionais e já com partido definido, o 2º lugar ficaria embolado entre Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). 

Quando são incluídos nomes de pré-candidatos ainda não filiados a partidos, entra na lista de segundos colocados o empresário e apresentador da TV Globo Luciano Huck, que tem de 5% a 8%. 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está quase fora da disputa por ter sido condenado em 2ª Instância a 12 anos e 1 mês de prisão, lideraria a disputa caso pudesse ficar no páreo. O petista tem de 34% a 37%, percentuais semelhantes ao que têm em outras pesquisas realizadas antes da sentença que recebeu do Tribunal Regional Federal da 4ª Região no último dia 24 de janeiro de 2018.

Nas 4 simulações desse tipo feitas nos dias 29 e 30 de janeiro, o Bolsonaro  aparece com entre 18% e 20% da preferência do eleitorado.

Em dezembro, Bolsonaro somava entre 21% e 22% nos cenários sem o petista. O levantamento foi divulgado na madrugada desta quarta-feira, 31, pela Folha de S.Paulo.

Na ausência de Lula, os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) aparecem na segunda colocação em dois cenários cada um.

Ciro soma entre 10% e 13% das intenções de voto – em dezembro, tinha entre 12% e 13%. Já Marina foi testada apenas em dois cenários sem Lula, nos quais aparece com 13% e 16% – em dezembro, tinha 16% e 17%.

Nos três cenários em que é testado, Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 8% a 11% das intenções de voto. Luciano Huck (sem partido) tem 8% no cenário em que foi incluído.

Alvaro Dias (Podemos) tem entre 5% e 6%. João Doria (PSDB) e Joaquim Barbosa (sem partido) foram incluídos em apenas uma simulação cada, na qual aparecem com 5% dos votos.

O ex-ministro e ex-governador Jaques Wagner (PT-BA), eventual substituto de Lula na corrida presidencial, caso o ex-presidente fique inelegível, aparece com 2% dos votos em dois cenários.

Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro perde para Marina (42% a 32%) e empata tecnicamente com Alckmin (35% a 33%).