Enquanto caça votos para Previdência, Planalto usa semana para emplacar projetos

11 de dezembro de 2017 | _

A duas semanas do recesso do Congresso, e com todos os esforços dedicados a reforma da Previdência, o governo tentará finalizar ou adiantar a votação de outros projetos.

Um deles é o que permite o parcelamento de dívidas com o Funrural, uma demanda da bancada ruralista. O texto-base foi chancelado na semana passada. O plenário deve votar os destaques –trechos separados– a fim de enviar o projeto para o Senado. Com a proposta, o governo deve deixar de ganhar R$ 15 bilhões em 15 anos.

O Planalto tentará também iniciar a análise da medida provisória 797, que libera o saque de contas do PIS/Pasep para homens a partir de 65 anos e mulheres a partir dos 62 anos.

No jornal O Dia, Marta Imenes trás a péssima notícia do "gatilho", o terrro do trabalhador que vai aposentar anos mais tarde com 70 anos.

Segundo adverte a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, Adriane Bramante, “a cada quatro anos, mais ou menos, após a divulgação da tábua de mortalidade do IBGE, a idade subirá de 62 anos (mulheres) ou 65 anos (homens), para 63 anos e 66, respectivamente, e assim por diante até 70 anos”.

Com isso, a mulher trabalhadora com 40 anos de idade, hoje, terá 67 anos de idade mínima para aposentar-se. E um homem, com os mesmo s 40, hoje, 70 anos.