Google muda política de cliques e tenta agradar a publishers com assinaturas

9 de outubro de 2017 | _
Foi uma lacuna que se estendeu por anos. Para se esquivar da política de notícias pagas online [o chamado paywall], leitores podiam buscar no Google os artigos que os interessassem, conseguindo o acesso para no mínimo 3 matérias de acesso restrito –um mandado do Google conhecido como “primeiro clique grátis”. Publishers como o Wall Street Journal, que acabaram abrindo todas suas notícias sem custos para leitores em fevereiro, viram suas visualizações com relação ao Google declinarem em 44%.

O Google oficialmente pôs fim à sua política de primeiro-clique-grátis na segunda-feira (02.out), agora permitindo que publishers que trabalham com assinaturas determinem a maneira e a quantidade de seus artigos que podem ser vistos gratuitamente. (O Google sugere a permissão da leitura de 10 artigos sem custos.) A seguir um extrato diretamente de um post feito pelo vice-presidente da área de notícias do Google, Richard Gingras:

“Nós vamos acabar com nossa política de primeiro clique grátis para implementação de um modelo de amostras flexíveis onde publishers vão decidir quantos artigos gratuitos eles querem providenciar para possíveis assinantes com base nas suas próprias estratégias de negócios. Essa decisão é baseada em pesquisas realizadas pelo Google, sugestões de publishers, além de experimentos que duram um mês com o New York Times e o Financial Times, ambos veículos que trabalham com serviços a base de assinaturas.