Jair Bolsonaro em ascensão e militares falam em ocupação

20 de setembro de 2017 | _
Depois da exposição do vídeo do general Hamilton Mourão, admitindo possível tomada de poder no país, em função do desmando político e administrativo, surgiram várias movimentações do governo numa especie de operação abafa.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que havia pedido explicações e cobrado "medidas cabíveis a serem tomadas" contra Mourão, recebeu do Comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, a informação de que o general Mourão não terá nenhum tipo de punição.

Villas Bôas ainda admitiu que é real a possibilidade de intervenção, por parte dos militares.

"Ocorre permanentemente" e que e "as Forças Armadas têm mandato para fazer [uma intervenção militar] na iminência de um caos"; afirmou o general.

O intelectual Moniz Bandeira, professor da Universidade de Brasília também defende a intervenção militar para derrubar o que chama de golpe representado por Michel Temer.

Em meio a questão de intervenção ou não, a verdade é que a cada consulta popular, o que se ver é o ex-militar Bolsonaro em ascensão na trilha da presidência.

O deputado federal pelo PSC do Rio de Janeiro tem como plataforma eleitoral a “lei e ordem”, com viés bem conservador, tem 1 eleitorado mais sólido do que desejariam seus adversários. Ele é desde julho o 2º colocado isolado (com 20% e 24% quando Lula é candidato) e lidera com folga as sondagens quando o ex-presidente petista não está na disputa.