O distritão é o atraso político das oligarquias

10 de agosto de 2017 | _
Dificilmente o “distritão” aprovado ontem na comissão da Câmara que discute a reforma política (eleitoral, dizendo mais precisamente) dificilmente será aprovado no plenário, onde precisa ter 308 e não 17 votos.

E por uma simples razão: dos atuais deputados, apenas 36 teriam suas eleições garantida se o sistema vigorasse em 2014. 477 outros dependeriam de contas e combinações de resultados para ganharem suas cadeiras embora boa parte deles fosse conseguir.

O troço, portanto,  é uma aberração.Mas como a elite política brasileira também é um a aberração, prospera e volta à cena.

Da primeira vez que se tentou isso, dois anos atrás,  a proposta foi rejeitada por 267 votos, contra 210 a favor de sua adoção. E era maio, apenas três meses depois do triunfo do então prestigiadíssimo Eduardo Cunha, seu principal patrocinador