Nove candidatos disputam o governo do Amazonas neste domingo, 6

6 de agosto de 2017 | _
Os mais de 2,3 milhões de eleitores amazonenses voltam às urnas neste domingo (6) para escolher novo governador. No dia 4 de maio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a cassação do mandato do ex-governador José Melo (Pros) e do vice Henrique Oliveira (SD), por compra de votos nas eleições de 2014. Além disso, os ministros determinaram a realização de novas eleições diretas no estado. O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, David Almeida (PSD), assumiu o governo interinamente.

O eleitor está votando para escolher o próximo governador do Amazonas sem saber quanto os nove candidatos gastaram nas campanhas e quem foram os seus financiadores. Isso porque a Justiça Eleitoral, nesta eleição suplementar, decidiu somente dar acesso a essas informações dez dias após o pleito em 16 de agosto. A medida avança na contramão do processo de transparência e do controle social do processo eleitoral.

Na hipótese de ocorrer segundo turno, os 2,3 milhões de eleitores do Estado irão votar às cegas do ponto de vista das finanças oficiais dos candidatos porque a prestação de contas foi agendada, de acordo coma Justiça Eleitoral,  para o dia 6 de setembro, dez dias após o pleito.

Concorrem ao cargo os candidatos Amazonino Mendes (PDT), Eduardo Braga (PMDB), Jardel (PPL), José Ricardo (PT), Liliane Araújo (PPS), Luiz Castro (Rede), Marcelo Serafim (PSB), Rebecca Garcia (PP) e Wilker Barreto (PHS).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski determinou, porém, que quem vencer a eleição não poderá ser diplomado até que os recursos do governador cassado e do vice dele, também cassado, sejam julgados.

Contudo, se os afastados forem inocentados a eleição suplementar será anulada e os eleitos em 2014 retornarão a seus cargos.

Viva Brasil!