Carga pesada sobre Rogério Marinho pode tirá-lo do páreo para presidir o PSDB nacional até fim do ano

19 de agosto de 2017 | _
Já não é mais “off”.

Os tucanos já falam abertamente na saída de Tasso Jereissati sem, aliás, uma voz que o defenda.

O “Volta, Aécio”  tomou conta do partido depois que o desastroso programa de televisão do PSDB gerou uma crise na base do governo e desagradou o presidente Michel Temer. 

Os governistas tucanos se bicam com a tucanada contrária a Temer. 

O PSDB é um dos principais partidos da base aliada de Temer e comanda quatro ministérios atualmente: Relações Exteriores (Aloysio Nunes), Cidades (Bruno Araújo), Direitos Humanos (Luislinda Valois) e Secretaria de Governo (Antonio Imbassahy).

No programa o PSDB diz que o governo Temer é governo de cooptação e não de coalizão o que obviamente gerou muito barulho entre aliados do partido.

O problema culminou em debate sobre a troca de Jereissati do comando do partido e já se fala na indicação de um deputado governista para presidir o partido até a definição da nova direção, no final do ano.

O nome do deputado Giuseppe Vecci de Goiás ligado ao governador de Goiás, Marconi Perillo.
é o favorito para assumir o comando do partido, mas um pequeno grupo também defende o nome do deputado Potiguar Rogério Marinho, relator da Reforma Trabalhista. 

Mas pesa sobre ambos uma carga nada leve. Vecci carrega uma ficha nada santa: tem condenação  no STJ por contratos sem licitação nos cargos que exerceu em Goiás e foi fisgado na Operação Decantação, segundo o Estadão, ” insistindo junto à cúpula da companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) para providenciar pagamento à JC Gontijo Engenharia por um contrato com a estatal do governo Marconi Perillo”.

Com uma carga pesada não menos leve que a de Vecci, o deputado federal Rogério Marinho tem a seu desfavor delitos que vão de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. 

O deputado tucano ainda está sendo investigado em um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal - STF, por seu envolvimento em uma empresa terceirizada que coagia funcionários demitidos a renunciar às verbas rescisórias e a devolver a multa do FGTS. Por meio das fraudes, a companhia se apropriou ilegalmente de 338 mil reais devidos a mais de 150 trabalhadores, afirma o Ministério Público do Trabalho - MPT.

O inquérito 3386 aponta indícios de que o tucano mantém sociedade com Francisco das Chagas de Souza Ribeiro, responsável pela gestão da Preservice Recursos Humanos. A Preservice é uma tradicional fornecedora de mão de obra terceirizada – porteiros, faxineiros e cozinheiros – para o poder público em Natal.