O que o Chile e o Brasil tem em comum

9 de julho de 2017 | _
Tempos dificulteis estes que vive o país, pois até por falta de uma liderança militar, não corremos o risco de vivermos o passado, quando o Brasil agonizava sob a tutela dos militares. Mas hoje, em pleno século XXI, vivemos uma ditadura política encabeçada por uma direita "torta",  a serviço do agronegócio e do mercado financeiro, que patrocina um governo sem a legitimidade e sem governança. 

Saímos de um período de repressão e atingimos  o reconhecimento mundial pelas mudanças e o respeito a igualdade social. E agora... Uma oligarquia política nacional fez da democracia brasileira, construída a duras penas, um verdadeiro lamaçal. 

Pusemos uma mulher no poder por duas vezes, a primeira mulher na presidência da República, graças aos mais de 54 milhões de votos diretos dos brasileiro. Mas o congresso outrora fechado, é quem afasta do cargo a presidente eleita pelo povo. O que diria Ulisses, Tancredo, Covas, Simon e Brizola dos congressistas de hoje? 

E agora caminhamos para ser um país governado por um deputado com o equivalente a 0,69% dos votos do Estado do Rio de Janeiro para deputado federal, com um detalhe: o deputado Rodrigo Maia na eminência de ser presidente do Brasil em decorrência do golpe, ainda pesa sobre ele a sua nacionalidade. Rodrigo não nasceu no Brasil, assim não é brasileiro, Maia nasceu em Santiago, tendo nacionalidade chilena. Mas isso não o atrapalha em nada, sendo que Maia atende o critério ius sanguinis, adotado pelo Brasil, no qual o que se considera para a aquisição da nacionalidade é o sangue, a ascendência, em nada importando o local onde o indivíduo nasceu. Rodrigo é filho de César Maia, ex-prefeito do Rio.

O portal de O'Globo em manchete de fevereiro mostra que Rodrigo Maia foi acusado pela Polícia Federal por corrupção e lavagem de dinheiro e que um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal concluiu que Rodrigo Maia beneficiou a construtora OAS em troca de dinheiro para a campanha.

"Brasil varonil!