Midia internacional lembra o importante papel de Lula em seus mandatos

12 de julho de 2017 | _
O Juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva na 13ª vara federal de Curitiba. Imprensa internacional comenta o assunto relembrando o importante papel de Lula tanto no cenário nacional como global. Reuters e BBC ressaltam a frase de Obama que disse que o ex-presidente é o “político mais popular na terra”

Por Carolina Marcheti 

“Lula foi o primeiro presidente da classe trabalhadora do Brasil e continua a ser uma figura popular entre os eleitores depois que ele deixou o cargo há seis anos com uma taxa de aprovação de 83%. O ex-líder sindical ganhou admiração global por suas políticas sociais transformadoras que ajudaram a reduzir a severa desigualdade no maior país da América Latina [...] Com Lula, o Brasil deu menos importância a hegemonia econômica e política do norte e se envolveu em problemas globais, como a paz no Oriente Médio e o impasse sobre o programa nuclear do Irã.”. Relembra a agência de notícias Reuters sobre um passado não tão distante quando a extrema pobreza foi erradicada, a desigualdade extrema que o Brasil apresentou desde sua colonização tendia a diminuir e o Brasil era visto como um país de peso nas decisões internacionais.

Tanto a BBC como a Reuters mencionam a fala da senadora e presidente do Partido dos Trabalhadores Gleisi Hoffmann que criticou a decisão do juiz Sergio Moro dizendo que ele age de forma tendenciosa e acusa Lula por razões políticas, “um ato para impedir que Lula concorra as eleições de 2018”.

O jornal francês Le Monde escreve sobre Lula elencando a fala de um de seus advogados “o ícone da esquerda latino-americana recorreu a sentença e permanece livre até o julgamento de segunda instância. ‘Apelamos e provaremos sua inocência antes de todos os tribunais imparciais, incluindo a ONU’, disse um de seus advogados”. 

A Reuters mostra a segurança e firmeza das convicções de Lula “o que está acontecendo não está me deixando desesperançoso, está me motivando a sair e falar mais. Eu vou continuar lutando".