Em nota Eduardo Lemos expressa seus sentimentos e dá seu último adeus a Guerreira

16 de junho de 2017 | _
Conheço Vilma há mais tempo do que a idade da minha filha mais velha. Desde os 25 anos de idade que Vilma está presente em minha vida. Doce e agradável presença. Ser amigo da Guerreira é um privilégio. Nós fomos e seremos grandes amigos. Lutei com ela todas as lutas. Ela dividiu comigo o embate das lutas que travei. Nunca nos abandonamos. Cultivamos juntos o amor e carinho por Macau.

Eleita Governadora do RN, retribuiu este amor, fazendo um governo gigante para a minha terra.Vilma jamais será esquecida pelos macauenses.Sua obra está presente nos quatro cantos da cidade.

A Vilma dos palanques era a mesma fora deles.Vivi com ela nos palanques e fora deles. Eu ia à casa dela e ela vinha na minha.

Vilma era humilde e simples. Decidida e determinada, não se vergava às adversidades.Vilma não tinha medo. Era forte, mas não era agressiva. Mantinha a autoridade, sem ser autoritária. O carinho pelos mais humildes, não era uma encenação usada por muitos políticos. Era um sentimento verdadeiro de uma mulher que se identificava com os desprotegidos.Vilma era uma LÍDER nata.

Para mim, Vilma foi amiga e paciente. Ela me tinha como amigo e filho. Como médico acompanhei a sua luta pela vida, mas infelizmente a medicina não vence esta guerra contra o câncer.

A minha Macau hoje chora com a perda de Vilma Guerreira. Num destes últimos encontros, ela
salientou o carinho mútuo existente entre ela e os macauenses. Em setembro do ano passado,Vilma esteve em Macau pela última vez. Era o adeus de despedida àquela cidade que a amava.

Naquela ocasião, chorei silenciosamente, pois sabia que ela não mais voltaria à Macau. Foi a última cidade do RN visitada por Vilma. A presença de Vilma naquele momento da campanha para Prefeito,
reafirmou o carinho e lealdade para comigo.

Perdi uma grande amiga!

A GUERREIRA partiu.

Eduardo Lemos